Agentes comunitários de saúde passam por reciclagem e se atualizam sobre processos do SUS, covid-19 e relações interpessoais

Por Editor

Dentre os objetivos do curso está melhorar os indicadores e potencializar os agentes comunitários enquanto promotores da saúde

Redação

Cerca de 80 agentes comunitários de saúde da região Sul de Cuiabá, divididos em quatro turmas, passaram por uma reciclagem, que ocorreu ao longo de toda a última semana, no Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), promovida pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) em parceria com a Escola de Saúde Pública. 

O curso abordou temas como políticas públicas de saúde no Brasil, organização do Sistema Único de Saúde (SUS); promoção da saúde; processo de territorialização na Atenção Primária; processo de trabalho e planejamento em saúde da família, relação entre equipe, indivíduo, família e comunidade; além de atualizações sobre a covid-19 e como atuar em meio ao contexto da pandemia. 

De acordo com Josiane Rodrigues, especialista em Saúde da Atenção Primária da SMS e docente da Escola de Saúde Pública, a capacitação não trouxe apenas a abordagem teórica aos agentes comunitários de saúde. “Eles veem na unidade os problemas e fazem um planejamento de ações em cima disso”, diz, explicando que o objetivo da reciclagem é fazer com que os profissionais tenham a competência de contextualizar o processo de trabalho mediante situações de aprendizagem, de modo a se sensibilizarem e se mobilizarem, assumindo um compromisso social e político com o SUS. 

Por conta disso, até mesmo um psicólogo participou do treinamento. “Chamei um psicólogo para falar sobre comunicação não violenta, enfrentamento de situações de luto, não adesão de tratamento de pacientes, que é uma das dificuldades do trabalho, comunicação assertiva”, destacou Josiane. 

A servidora explica ainda que um dos objetivos do curso é melhorar os indicadores em saúde do Município. “O agente comunitário de saúde estando por dentro dos indicadores e sabendo que o trabalho deles é importante para atingi-los, vai melhorar como um todo. Eles podem contribuir com o cadastramento das famílias, por exemplo: a gestante precisa passar por seis consultas, então, eles vão fazer essa visita domiciliar chamando as gestantes para comparecer às consultas, falando da importância do pré-natal”, exemplifica. 

Outra abordagem tratada foi a de que esses profissionais têm um importante papel de agentes de promoção da saúde, prevenção de doenças, reabilitação e recuperação dos pacientes “porque eles são o elo entre a comunidade e a unidade de saúde, dando autonomia para que o indivíduo mesmo cuide da própria saúde, empoderando o indivíduo com informações”, afirma Josiane Rodrigues. 

Quem já tem colocado esse desafio em prática é o agente comunitário de saúde Edvaldo de Melo, que desde 2015 atua na unidade básica de saúde – UBS VI do bairro Pedra 90, junto à comunidade da região do Cinturão Verde. “A nossa saúde como um todo tem sua complexidade. Então, o cidadão não sabe que a gente tem todo esse conhecimento porque, infelizmente, a mentalidade da nossa sociedade é centralizada no atendimento médico. Mas tem muitas coisas que eu posso ter a informação ou buscar a informação para o paciente. Principalmente nesta época de pandemia, as pessoas ficaram muito reféns da mídia e da internet e tem informações muito controversas. E eu me propus a estar presente respondendo os questionamentos, buscando informações para dar segurança a mais, com informações mais precisas. Muitas vezes, as pessoas não puderam ir na consulta então eu busquei as informações na unidade”, relata. 

Você pode gostar

Deixe um comentário

%d blogueiros gostam disto: