CPI decide investigar segundo capítulo do caso Covaxin

Por Editor

CPI tem investigado as irregularidades na compra de 20 milhões de doses da Covaxin, em um contrato fechado em 25 de fevereiro

BLOG DO CAMAROTTI

O grupo majoritário da CPI da Covid decidiu aprofundar as investigações sobre um segundo capítulo do “caso Covaxin”: o pedido de compra de outras 50 milhões de doses.

Em conversa com o blog, o relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), disse que vai mirar no pedido do Ministério da Saúde para ampliar as aquisições dessa vacina – que, após uma série de irregularidades, foram inclusive suspensas.

O relator quer pedir explicações sobre um ofício enviado no dia 6 de março pelo coronel Élcio Franco, então secretário-executivo do Ministério da Saúde, para a Precisa Medicamentos.

Na semana passada, Renan Calheiros chegou a externar perplexidade com o ofício em que Élcio Franco iniciava uma nova negociação.

“A CPI vai aprofundar a investigação sobre essa carta do Élcio para a Precisa. É uma carta em que o Ministério da Saúde pede inclusive um desconto para essa remessa adicional. Compraram 20 milhões de doses, e iriam comprar outras 50 milhões de doses neste mesmo esquema. Tudo muito grave”, disse ao blog o relator.

Até aqui, a CPI tem investigado as irregularidades na compra de 20 milhões de doses da Covaxin, em um contrato fechado em 25 de fevereiro. O episódio tem causado forte desgaste ao governo.

Bolsonaro tem evitado falar sobre o teor da conversa em março, no Palácio da Alvorada, quando ouviu dos irmãos Miranda denúncias de irregularidades na compra da Covaxin. A aparente falta de providências após essas denúncias tornou o presidente da República investigado por crime de prevaricação.

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