Feminicídio representa 60% das sessões de Júri em setembro

Por Editor

Atuarão na acusação os promotores de Justiça Antônio Sérgio Cordeiro Piedade, Marcelle Rodrigues da Costa e Faria, Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso

Redação

A pauta do Tribunal do Júri de Cuiabá prevê a realização de cinco sessões em setembro, com julgamento de réus presos, sendo 60% dos casos referentes a feminicídios. Atuarão na acusação os promotores de Justiça Antônio Sérgio Cordeiro Piedade, Marcelle Rodrigues da Costa e Faria, Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).   

O primeiro júri do mês ocorre no dia 14, às 13h30. Ronil Azevedo da Cruz será julgado pelos homicídios tentados de Wender Ferreira de Lara e Luiz Felipe da Silva Rosa, ocorrido em janeiro de 2013, no bairro Dom Aquino. Conforme a denúncia do Ministério Público, o réu efetuou pelo menos 10 disparos de arma de fogo contra as vítimas, motivado por rivalidade entre gangues, e não consumou o fato por circunstâncias alheias à sua vontade.    

No dia 16, também às 13h30, Estevam Ricardo Bento Santana vai a júri pelo feminicídio da companheira Ariana Francelino de França, ocorrido em novembro do ano passado. Eles tinham um ano de relacionamento e moravam juntos há quatro meses quando o acusado desferiu mais de 10 golpes de faca contra a vítima, após uma discussão. Segundo o MPMT, o crime foi praticado por motivo torpe, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, tendo como razão a condição de sexo feminino. Narra a denúncia que, após uma discussão, com ciúme da vítima, o réu passou a agredi-la fisicamente e depois a golpeá-la com uma faca de desossa de 27,5 cm, causando-lhe a morte.   

O pedreiro Marcio da Silva Viana será julgado no dia 21, às 13h30, pelo homicídio tentado da ex-convivente Regina Maria Pereira, ocorrido em maio de 2016, no bairro Santo Antônio do Pedregal. O casal conviveu por um ano e nove meses, tendo o relacionamento chegado ao fim cerca de quatro meses antes do crime. Como ele não aceitava o rompimento, passou a fazer ameaças de morte à vítima, dizendo que iria matar seus sobrinhos e demais familiares. No dia do crime, o acusado atacou violentamente a vítima com cinco marretadas no crânio e fugiu. A vítima foi socorrida e sobreviveu aos ferimentos.     

No dia 28, também a partir das 13h30, o auxiliar de serviços gerais Brendon Kayke Vieira Dutra responderá pelo homicídio tentado da policial civil Maria Virginia de Arruda Burli, por motivo fútil, após um desentendimento no trânsito. De acordo com a denúncia, “o delito fora perpetrado por motivo fútil, tão somente porque a vítima acionou a buzina para o indiciado, alertando-o que trafegava de forma inadequada na via pública”. O crime foi em julho de 2016, na Avenida Fernando Corrêa da Costa. A vítima trafegava com seu marido sobre a ponte do Rio Coxipó quando foram fechados por um homem em uma motocicleta e buzinaram. Alguns metros à frente, eles pararam no mesmo semáforo, quando o motociclista sacou um revólver e efetuou um disparo, mas não acertou o veículo e nem as vítimas. A policial então sacou seu revólver e disparou contra o suspeito, que fugiu.     

E o último julgamento do mês será no dia 30, às 9h. Alecino Anunciação de Santana responderá pelo feminicídio da ex-mulher Domingas Cecilia da Silva Oliveira Santana, ocorrido em dezembro do ano passado no bairro Campo Velho. Eles foram casados por 11 anos e estavam separados há três. Segundo a denúncia do MPMT, o crime foi praticado por motivo torpe (sentimento de posse/ciúme), mediante emboscada e valendo-se de recurso que impossibilitou a defesa da vítima (superioridade de armas), por razões do sexo feminino. O réu agrediu a vítima com um golpe no pescoço e a enforcou, fazendo com que caísse no chão. Em seguida, desferiu vários chutes na cabeça dela e a esfaqueou por três vezes, provocando-lhe a morte.

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